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Archive for the ‘Sociedade’ Category

Excelente artigo tirado do “Le Salon Beige“.

A igualdade é o argumento que mais se ouve da boca dos partidários do pseudo “casamento” homossexual. Constitui mesmo um dos seus principais argumentos, daí ser importante apresentar aqui alguns elementos de resposta, porque se se envolverem numa disputa verbal terão com que o refutar.

Refutação jurídica

Para começar, o argumento que consiste em afirmar que o casamento homossexual é uma questão de igualdade é um vasto sofisma. Haveria desigualdade se o “direito ao casamento” fosse um direito do casal, pois haveria casais com o direito de se casar e outros não. Ora, o casal não tem personalidade jurídica […]. O direito ao casamento é um direito que se aplica aos indivíduos e, nesta perspectiva, os homossexuais têm os mesmos direitos que os outros, a saber, casar com uma pessoa do sexo oposto de maior idade e com o seu consentimento. Abrir a possibilidade do casamento homossexual não é, portanto, a extensão de um direito a pessoas que dele estão injustamente privadas, mas a criação de um novo direito. Podemos estar contra ou a favor, mas é uma escolha política que nada tem a ver com a igualdade.

Se quiserdes, podereis também fazer referência a esta intervenção pertinente da jurista Aude Mirkovic, que insiste no fim primeiro do casamento que é a procriação: “A igualdade, em direito, exige que se tratem da mesma forma as pessoas que se encontrem em situações equivalentes. Ora, tendo em conta a procriação e consequentemente o casamento, as pessoas do mesmo sexo não se encontram numa situação equivalente à das pessoas de sexo diferente, uma vez que dois homens ou duas mulheres não podem gerar juntos uma criança.

Refutação do argumento que eventualmente se seguirá: “Mas não temos todos o direito de nos casarmos com a pessoa que amamos!

Regra geral este é o argumento que se segue: acabais de refutar de forma razoável o argumento adversário, vamos portanto tentar persuadir-vos com sentimentalismo.

Bastará responder que o amor não tem definição jurídica, felizmente (haveis lido Fedra?), dado que nem todos os amores têm o mesmo valor: alguns são legítimos e aceitáveis, outros são contra a própria ideia do Bem. Se autorizarmos qualquer coisa por causa do amor, a que poderemos nós então negar a autorização? Lembrai-vos que uma revista conhecida fazia há pouco o elogio do “trisal” e do “poliamor”, ao mesmo tempo que um conhecido periódico de esquerda elaborava a páginas tantas o elogio ao amor incestuoso ou à pedofilia.

Refutação do ponto que deverá se seguir: “Seja como for, é discriminação!”

A discriminação apenas é condenável se considerarmos dois indivíduos como equivalentes e, mesmo assim, aplicamos um tratamento diverso. Nesse caso a discriminação opõe-se à justiça, seja ela aritmética ou proporcional. No que diz respeito ao casamento, não se pode considerar um casal homossexual da mesma forma que um casal heterossexual, isto pela simples e boa razão que este é procriativo enquanto aquele não o é.

Aqui chegais ao termo da vossa argumentação sobre o princípio da igualdade e o pseudo “casamento” homossexual. Passada esta fase ireis enfrentar insultos e acusações. Boa sorte.

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O reino do baixo ventre

Há uns dias que ando para escrever isto, mas só agora me deu para o fazer.

Não pude deixar de reparar no alinhamento do Telejornal de há uns dias (não deve ter sido diferente nas outras estações televisivas):

  • Escândalo sexual do DSK
  • Ciclistas nus
  • Aprovação do “casamento” gay em NY
  • Fim das operações de “mudança de sexo” no SNS por falta de médico que as faça
  • Manifestações de orgulho gay em Lisboa

São os meus olhos, ou esta sociedade está mesmo a caminhar para a pan-sexualização?

Por este andar começo a pensar que as notícias terão que passar depois das 22:30 com bolinha no canto.

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A Igreja deve ser atractiva?

Papa Bento XVI

Papa Bento XVI

A resposta do Santo Padre (durante voo de Itália para a Escócia):

Diria que uma Igreja que procura ser acima de tudo atrativa já está no caminho errado. Pois a Igreja não trabalha por si, não trabalha para aumentar seus próprios números, e assim o seu poder. A Igreja está a serviço de um Outro, serve não por si, para ser um corpo forte, mas  para tornar acessível o anúncio de Jesus Cristo, as grandes verdades, as grandes forças de amor, de reconciliação, que apareceram nessa figura e que vem sempre da presença de Jesus Cristo. Neste sentido, a Igreja não procura a sua própria atratividade, mas deve transparecer Jesus Cristo. E na medida em que não é por si mesma, como corpo forte e poderoso do mundo, mas se faz simplesmente a voz de um Outro, torna-se verdadeiramente transparente para a grande figura de Cristo e as grandes verdades que trouxe à humanidade, a força do amor. A Igreja não deve considerar a si mesma, mas ajudar a considerar o Outro, ver e falar de um Outro.

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Pedido urgente para agirmos

C-FAM

Caríssimos, a C-FAM está a promover uma declaração a ser apresentada na ONU para se opor a um outro documento, também ele a ser apresentado na ONU, que defende aborto a pedido e extensa educação sexual para as crianças.

É nosso dever colaborar para que esta declaração da C-FAM atinja o maior número possível de assinaturas.

Eis o pedido da C-FAM:

Dear Colleague,

Radical pro-abortion youth have written a document that the UN General Assembly is considering accepting. This would be disastrous. The document was written under the careful scrutiny of the UN Population Fund and International Planned Parenthood Federation. It calls for all the usual craziness: abortion on demand, comprehensive sex education…all for kids!

A group of smart young people have drafted a counter document that we will present to the UN later this month or early next month. This document will show the UN that radical youth DO NOT TALK FOR ALL YOUTH!

In order to make the necessary big splash, we need as many signatures as we can get. We need you to please sign THIS document right now and then send this note to everyone in your address book? Will you put this email up on Facebook? Will you circulate it among all of your family and friends.

I am often asked what you can do to help our cause at the UN. Here is something you can do that will make a HUGE DIFFERENCE!

UN delegations have requested our help in countering the radical youth document. Your signature on THIS document will help good pro-life delegations fight back against the radical pro-abortionists who want to undermine the morals of our children.

Act now and sign THIS document and then send this email to everyone you know.

Time is running out. We need 50,000 names in three weeks!

Sincerely,

Austin Ruse

President/C-FAM
Editor/Friday Fax

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Cem anos de pedofilia

Há uns meses que tenho este texto aqui de lado para o partilhar convosco fui sempre adiando a sua inserção. Eis que finalmente o partilho.

Resumindo, nele se refere que a grande razão pela qual a pedofilia não se alastrou mais nos tempos passados foi, precisamente, pela influência do cristianismo.

Contudo, neste último século o mundo e a sociedade foram criando condições propícias para que o fenómeno despertasse e, ironia, no fim quem surge como grande rosto responsável para o qual todos os dedos apontam é precisamente quem mais fez para que a pedofilia se refreasse: a Igreja Católica.

Leiam (texto tirado daqui):

Na Grécia e no Império Romano, o uso de menores para a satisfação sexual de adultos foi um costume tolerado e até prezado. Na China, castrar meninos para vendê-los a ricos pederastas foi um comércio legítimo durante milênios. No mundo islâmico, a rígida moral que ordena as relações entre homens e mulheres foi não raro compensada pela tolerância para com a pedofilia homossexual. Em alguns países isso durou até pelo menos o começo do século XX, fazendo da Argélia, por exemplo, um jardim das delícias para os viajantes depravados (leiam as memórias de André Gide, “Si le grain ne meurt”).

Por toda parte onde a prática da pedofilia recuou, foi a influência do cristianismo — e praticamente ela só — que libertou as crianças desse jugo temível.

Mas isso teve um preço. É como se uma corrente subterrânea de ódio e ressentimento atravessasse dois milênios de história, aguardando o momento da vingança. Esse momento chegou.

(mais…)

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A maioria como critério de verdade?

Mesmo a propósito do meu último post encontrei este texto de Santo Atanásio no Arena da Teologia:

De Deus devemos esperar a força e as luzes necessárias para combater a mentira e o erro e a Ele recorreremos para obtê-las. Ele é o Deus da Verdade, Ele nos tirou do seio do erro e da ilusão, Ele nos diz no fundo do coração: “Eu sou a Verdade“, Ele sustenta nossa esperança e anima nosso zelo, quando nos diz: “Tende confiança, Eu venci ao mundo.”

Depois disso, como não sentir compaixão pelos que só medem a força e o poder da Verdade pelo grande número? Esqueceram, portanto, que Nosso Senhor Jesus Cristo não elegeu senão doze discípulos, gentes simples, sem letras, pobres e ignorantes, para opô-los, ao mundo inteiro , e que não lhes deu, como única defesa, senão a confiança Nele?…

Quão admirável é à força da Verdade! Sim, a Verdade é sempre vencedora, ainda que esteja sustentada por um número muito pequeno. Não ter outro recurso senão o grande número,recorrer a ele como a uma muralha contra todos os ataques, e como a uma resposta para todas as dificuldades, é reconhecer a debilidade de sua causa, é convir na impossibilidade em que se está de defender-se, é, numa palavra, reconhecer-se vencido….

Que vosso grande número me apresente a Verdade em toda sua pureza e seu brilho, estou disposto a render-me e minha derrota é segura; mas que não me dê como prova e razão nada mais que seu próprio grande número e sua autoridade: é querer causar terror e dar medo, mas de nenhum modo persuadir-me quando dez mil homens se tivessem reunido para fazer-me acreditar em pleno dia que é de noite, para fazer-me aceitar uma moeda de cobre por uma moeda de ouro, para persuadir-me a tomar um veneno descoberto e conhecido por mim, como um alimento útil e conveniente, estaria obrigado por isso a crer-lhes?

Portanto, já que não estou obrigado a acreditar no grande número, que está sujeito ao erro nas coisas puramente terrestres, por que razão quando se trata dos dogmas da religião e das coisas do céu, estaria eu obrigado a abandonar os que estão afeiçoados à Tradição de seus Pais, os que crêem com todos os que foram antes que eles… Por que razão, digo, estaria eu obrigado a abandoná-los para seguir a uma multidão que não dá nenhuma prova do que afirma? …

Não sigas a multidão para fazer o mal, nem o teu juízo se acomode ao que parece do maior número, se com isso te desvias da verdade!

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Sobre o encobrimento do Papa

Um texto elucidativo sobre o que os media andam a tramar e a sua hipocrisia (tirado daqui, originalmente encontrado aqui):

ROMA, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- Se existe um jornal que me vem à mente quando se fala de lobbies laicistas e anticatólicos, este é o New York Times. No dia 25 de março de 2010, o jornal de Nova York confirmou esta vocação sua com um incrível boato relativo a Bento XVI e ao cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone.

Segundo o jornal, em 1996, os cardeais Ratzinger e Bertone teriam ocultado o caso – indicado à Congregação para a Doutrina da Fé pela arquidiocese de Milwaukee – relativo a um padre pedófilo, Lawrence Murphy. Incrivelmente – após anos de esclarecimentos e depois que o documento foi publicado e comentado amplamente em meio mundo, desvelando as falsificações e erros de tradução dos lobbies laicistas –, o New York Times ainda acusa a instrução Crimen sollicitationis, de 1962 (na verdade, 2ª edição de um texto de 1922) de ter agido para impedir que o caso Murphy fosse levado à atenção das autoridades civis.

Os fatos são um pouco diferentes. Por volta de 1975, Murphy foi acusado de abusos particularmente graves e desagradáveis em um colégio para menores surdos. O caso foi imediatamente denunciado às autoridades civis, que não encontraram provas suficientes para proceder contra Murphy. A Igreja, nesta questão mais severa que o Estado, continuou com persistência indagando sobre Murphy e, dado que suspeitava que ele fosse culpado, limitou de diversas formas seu exercício do ministério, apesar de que a denúncia contra ele tinha sido arquivada pela magistratura correspondente.

Vinte anos depois dos fatos, em 1995 – em um clima de fortes polêmicas sobre os casos dos “padres pedófilos” –, a arquidiocese de Milwaukee considerou oportuno indicar o caso à Congregação para a Doutrina da Fé. A indicação era relativa a violações da disciplina da confissão, matéria de competência da Congregação, e não tinha nada a ver com a investigação civil, que havia sido levada a cabo e que havia sido concluída 20 anos antes. Também é preciso observar que, nos 20 anos precedentes a 1995, não houve nenhum fato novo nem novas acusações feitas a Murphy. Os fatos sobre os quais se discutia eram ainda aqueles de 1975.

A arquidiocese indicou também a Roma que Murphy estava moribundo. A Congregação para a Doutrina da Fé certamente não publicou documentos e declarações 20 anos depois dos fatos, mas recomendou que se continuasse limitando as atividades pastorais de Murphy e que lhe fosse pedido que admitisse publicamente sua responsabilidade. Quatro meses depois da intervenção romana, Murphy faleceu.

Este novo exemplo de jornalismo lixo confirma como funcionam os “pânicos morais”. Para desonrar a pessoa do Santo Padre, desenterra-se um episódio de 35 anos atrás, conhecido e discutido pela imprensa local já na década de 70, cuja gestão – enquanto era da sua competência e 25 anos depois dos fatos – por parte da Congregação para a Doutrina da Fé foi canônica e impecável, e muito mais severa que a das autoridades estatais americanas.

De quantas destas ‘descobertas’ ainda temos necessidade para perceber que o ataque contra o Papa não tem nada a ver com a defesa das vítimas dos casos de pedofilia – certamente graves, inaceitáveis e criminais, como Bento XVI recordou com tanta severidade –, mas que tenta desacreditar um pontífice e uma Igreja que incomodam os lobbies pela sua eficaz ação de defesa da vida e da família?

Por Massimo Introvigne

É incrível ver a facilidade com que se lançam boatos sem fundamento ou se relatam acontecimentos distorcidos com o intuito óbvio de caluniar e depois estes são aceites e relatados como verdadeiros sem que ninguém se preocupe em verificar a sua veracidade.

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